ETF (Exchange Trade Fund)

Os ETFs, também conhecidos como fundos de índice, nada mais são do que fundos negociados na bolsa de valores, como se fossem ações.
O Ishares Ibovespa Fundo de Índice (BOVA11), por exemplo, é o principal ETF negociado na Bolsa de Valores de São Paulo, e busca replicar o Ibovespa, nosso principal índice acionário.
Para tanto, todos os recursos que compõe o patrimônio do Ishares Ibovespa Fundo de Índice são aplicados em ações que compõem o Ibovespa, nos mesmos percentuais definidos para esse índice acionário
Ou seja, como você pode perceber, a grande vantagem de se investir em um ETF de renda variável está no fato de que o investidor passa a deter todas as ações que fazem parte de um terminado índice sem ter que comprar todas as ações separadamente ou se preocupar com rebalanceamentos periódicos.
Logo, investir em um ETF de renda variável proporciona ao investidor uma grande diversificação, sem os custos financeiros envolvidos na compra de ações individuais e o tempo perdido na realização de dezenas de operações.
Além disso, os fundos de índice, sejam eles de renda fixa ou de renda variável, possuem taxas de administração que raramente ultrapassam 0,5% ao ano, muito menores que as taxas cobradas em fundos de ações e de renda fixa disponibilizados pelos grandes bancos brasileiros e mesmo pelas gestoras independentes, cujas taxas de administração estão na faixa de 2%-3% ao ano.
De toda forma, é interessante registrar que os riscos de se investir em um ETF são semelhantes aos riscos de se investir em ações e em outros valores mobiliários.
Afinal, você estará sujeito à variação de sua cotação no mercado, conforme os papeis que compõem o patrimônio do fundo se valorizam ou desvalorizam.
Por serem compostos por uma carteira diversificada de ações ou de títulos, porém, os ETFs geralmente possuem uma volatilidade menor que a de qualquer ação ou título considerada isoladamente.
Por outro lado, assim como as ações e outros valores mobiliários, os ETFs estão sujeitos a um risco de liquidez, isto é, ao interesse de compradores e vendedores em sua negociação.
No entanto, enquanto alguns ETFs possuem uma liquidez reduzida, até mesmo por serem ETFs de menor porte, outros ETFs possuem uma liquidez absurdamente alta.
O BOVA11, por exemplo, possui um volume diário de mais de R$ 600 milhões, suficiente para permitir que qualquer investidor individual se desfaça de suas cotas de forma quase instantânea e por um valor justo.
E, como se compra um ETF?
Bom, é simples: da mesma forma que se compra uma ação.
Basta adicionar o código de negociação do ETF desejado em seu Home Broker (os códigos dos ETFs negociados na bolsa brasileira estão listados mais abaixo) e efetuar a sua compra ou a sua venda, discriminando a quantidade desejada e o preço pelo qual você está disposto à comprá-lo ou a vendê-lo.
Os custos envolvidos na negociação, com efeito, são idênticos aos descontados em uma operação com ações e referem-se basicamente à taxa de corretagem (zerada na maior parte das corretoras) e aos emolumentos cobrados pela bolsa de valores.
E o imposto de renda?
Bom, depende do tipo de ETF adquirido, já que o imposto de renda incidente sobre os ganhos de capital na alienação de fundos de índice segue as regras de seus ativos subjacentes (ações, fundos imobiliários e títulos públicos).
No caso de ETFs de ações, como o BOVA11, o imposto de renda será de 15% em operações normais e de 20% em operações na modalidade day trade (compra e venda no mesmo dia).
No caso de ETFs de cotas de fundos imobiliários, o imposto de renda será de 20%, seja qual for a modalidade de negociação.
Por fim, no caso de ETFs de renda fixa, a tributação variará segundo o prazo médio dos títulos de suas carteiras. No Brasil, contudo, acredito que todos os ETFs de renda fixa são tributados com base na alíquota de 15%, já que o prazo médio de seus títulos é em regra superior a 2 anos (se eu estiver errado, por favor me corrija).
Bom, para concluir, quais são os ETFs negociados na Bolsa de Valores de São Paulo?
ETFs que replicam o Ibovespa:
BBOV11 – 0,18% a.a. (Banco do Brasil)
BOVB11 – 0,20% a.a. (Bradesco)
BOVV11 – 0,30% a.a. (Itaú)
BOVA11 – 0,30% a.a. (Blackrock)
XBOV11 – 0,50% a.a. (Caixa Econômica Federal)
Outros ETFs de ações:
DIVO11 (Índice de Dividendos) – 0,50% a.a. (Itaú)
BRAX11 (Índice IBrX 100) – 0,20% a.a. (Blackrock)
PIBB11 (Índice IBrX 50) – 0,059% a.a. (Itaú)
SMAC11 (Índice de Smallcaps) – 0,50% a.a. (Itaú)
SMAL11 (Índice de Smallcaps) – 0,50% a.a. (Blackrock)
FIND11 (Índice Financeiro) – 0,60% a.a. (Itaú)
MATB11 (Índice de Materiais Básicos) – 0,50% a.a. (Itaú)
GOVE11 (Índice de Governança Corporativa – 0,50% a.a. (Itaú)
ISUS11 (Índice de Sustentabilidade Empresarial – 0,40% a.a. (Itaú)
ECOO11 (Índice de Carbono Eficiente) – 0,38% a.a. (Blackrock)
IVVB11 (S&P 500) – 0,24% a.a. (Blackrock)
SPXI11 (S&P 500) – 0,21% a.a. (Itaú)
BBSD11 (S&P Dividendos Brasil) – 0,5% a.a. (Banco do Brasil)
ESGB11 (ESG) – 0,50% a.a. (BTG Pactual)
ETFs de fundos imobiliários (na verdade, atualmente só temos 1):
XFIX11 (Índice de Fundos Imobiliários – 0,30% a.a. (XP)
ETFs de renda fixa:
FIXA11 (possui uma carteira composta por contratos futuros de DI com vencimento de 3 anos – juros pré-fixados) – 0,30% a.a. (Mirae Asset)
IB5M11 (possui uma carteira composta por títulos públicos indexados à inflação/IPCA com vencimento de 5 anos ou mais) – 0,25% a.a. (Itaú)
IMAB11 (possui uma carteira composta por títulos públicos indexados à inflação/IPCA) – 0,25% a.a. (Itaú)
IRFM11 (possui uma carteira composta por títulos públicos pré-fixados) – 0,20% a.a. (Bradesco)
É isso, alguma dúvida, pessoal?

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