Home Broker

Para investir em ações, o investidor precisa abrir uma conta em uma corretora de títulos e valores mobiliários, que atuará como um intermediário entre o investidor e a bolsa de valores.
Feito isso, o investidor poderá comprar e vender ações com o auxílio de um dos funcionários de sua corretora ou com o auxílio de um agente autônomo de investimentos vinculado a sua corretora, os assim denominados “assessores de investimentos”.
Caso queira realizar suas operações diretamente, porém, o investidor poderá comprar e vender ações por meio do Home Broker, que nada mais é que um serviço disponibilizado por bancos e corretoras de valores, que permite ao investidor realizar diversas operações por meio da internet, seja através do navegador ou por meio de algum programa específico ou de um aplicativo de celular.
O Home Broker, portanto, representa um serviço que permite que investidores realizem de forma rápida e segura operações na bolsa de valores, como a compra e venda de ações, sem a intervenção de uma terceira pessoa.
As operações realizadas por meio de um Home Broker, com efeito, tendem a ser muito mais precisas, já que o investidor consegue observar as cotações do papel desejado no momento do envio da ordem e não precisa aguardar ser atendido pelo funcionário de uma corretora e por um agente autônomo de investimentos.
Já pensou se todo mundo resolver comprar ou vender uma ação ao mesmo tempo? Até que você consiga transmitir a sua ordem de compra e venda por chat, e-mail ou telefone o seu preço provavelmente já deve ter oscilado bastante.
Além disso, é interessante registrar que as ordens de compra e venda realizadas por meio do Home Broker costumam ser muito mais baratas, já que a maior parte das corretoras cobra uma pequena taxa de corretagem pelas ordens enviadas diretamente pelo investidor, ou sequer cobra taxas de corretagem nas ordens enviadas por meio do Home Broker (uma tendência que vem se alastrando entre as corretoras brasileiras, que estão zerando as taxas de corretagem nas operações realizadas pelo Home Broker).
Por outro lado, as ordens enviadas através da “mesa de operações”, isto é, por meio de um funcionário de uma corretora de valores ou por meio de um agente autônomo de investimentos, costumam estar acompanhadas por uma taxa de corretagem um pouco salgada.
A maior parte das corretoras, com efeito, costuma adotar as seguintes corretagens em uma ordem realizada pela “mesa de operações”:
Ordens de até R$ 135,07 – R$ 2,70
Ordens de R$ 135,08 a R$ 498,62 – 0,2% do valor da ordem
Ordens de R$ 198,63 a R$ 1.514,69 – R$ 2,49 + 1,5% do valor da ordem
Ordens de R$ 1.514,70 a R$ R$ 3.029,38 – R$ 10,06 + 1,0% do valor da ordem
Ordens de mais de R$ 3.029,39 – R$ 25,21 + 0,5% do valor da ordem
A diferença é gritante e, para ter lucro, o investidor precisa aguardar um aumento substancial no preço das ações adquiridas.
Vejamos um exemplo, de uma ordem de compra de 400 ações da Ambev, por R$ 18,00, e de venda dessas mesmas ações por R$ 18,50 (desconsiderando-se outras taxas e impostos envolvidos).
Caso a ordem tenha sido realizada pelo Home Broker, considerando-se uma taxa de corretagem de R$ 10,00 por ordem:
Ordem de compra: 400 x R$ 18,00 + R$ 10,00 = R$ 7.210,00
Ordem de venda: 400 x R$ 18,50 – R$ 10,00 = R$ 7.390,00
Lucro dessa operação: R$ 7.390,00 – R$ 7.210,00 = R$ 180,00 (2,5%)
Caso a ordem tenha sido realizada pela mesa de operações, considerando-se a tabela acima apresentada:
Ordem de compra: 400 x R$ 18,00 + R$ 61,21 = R$ 7.261,21
Ordem de venda: 400 x R$ 18,50 – R$ 62,21 = R$ 7.337,79
Lucro dessa operação: R$ 7.337,79 – R$ 7.261,21 = R$ 76,58 (1,05%)
Perceberam a sutil diferença?
Agora, imagine a sua economia durante um ano, caso todas as suas ordens sejam realizadas pelo Home Broker…

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