Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários

Para investir em ações, o investidor precisa abrir uma conta em uma corretora de títulos e valores mobiliários, que atuará como um intermediário entre o investidor e a bolsa de valores.
A escolha de uma boa corretora, por conseguinte, é uma das decisões mais importantes que você deve tomar em sua trajetória como investidor.
Afinal, é por meio dela que as suas ordens de compra e venda serão enviadas à bolsa de valores e é nela que o seu dinheiro ficará depositado enquanto não estiver aplicado.
Além disso, é preciso ressaltar que as corretoras atualmente disponibilizam uma grande variedade de investimentos, além da compra e venda de ações.
Por meio delas, por exemplo, você poderá aplicar em títulos públicos, através da plataforma denominada Tesouro Direto, e em títulos de renda fixa emitidos por diversas instituições financeiras, que costumam pagar rendimentos maiores que aqueles oferecidos pelos grandes bancos brasileiros.
Além disso, a sua corretora de valores ainda poderá facilitar o investimento em diversos fundos de investimento e em fundos de previdência, fazendo a intermediação entre o investidor e os diversos gestores existentes no mercado.
Nesse particular, é interessante registrar que, no Brasil, os seus investimentos estarão de certa forma protegidos caso a sua corretora entre em processo de falência, já que, embora ela atue como um intermediário entre você e a bolsa de valores, o Tesouro Nacional e outras instituições financeiras, os seus investimentos encontram-se depositados e sob a guarda de centrais depositárias.
As suas ações, com efeito, não ficam depositados em sua conta junto a determinada corretora de títulos e valores mobiliários, mas na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC, que atualmente integra a estrutura da bolsa de valores, isto é, da BMF&Bovespa.
Os seus títulos públicos, por sua vez, são registrados na plataforma denominada Tesouro Direto, e os seus títulos privados, como CDBs e LCIs, encontram-se depositados na Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados – CETIP, que integra o Sistema de Pagamentos Brasileiro. 
Portanto, você até pode se incomodar um pouquinho, e pode demorar algumas semanas até que você consiga transferir suas aplicações para uma nova corretora, mas o único dinheiro que de fato estará em risco será aquele depositado em sua conta de investimentos e que, no momento da quebra, não estava aplicado em ações, em títulos públicos, em títulos privados ou em algum fundo de investimentos.
Pois bem, dito isso, é interessante registrar que são quatro os fatores que você deve levar em consideração na hora de abrir uma conta em uma corretora de títulos e valores mobiliários:
a) a sua corretora deve possuir um bom Home Broker, que seja amigável, estável e de fácil utilização (não há nada mais triste do que tentar comprar ou vender uma ação e encontrar o sistema de sua corretora indisponível);
b) a sua corretora não deve cobrar taxas abusivas, já que na maior parte das operações a atuação de uma corretora é feita de forma automatizada (felizmente, a maior parte das corretoras vem diminuindo ou zerando as taxas de corretagem, e há muito tempo deixou de cobrar taxas pela manutenção de investimentos em renda fixa);
c) a sua corretora deve disponibilizar opções de investimento que atendam as suas necessidades, seja em renda variável (ações, opções, mercado a termo, futuros de índice, etc) ou em renda fixa (Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs, etc); e
d) a sua corretora deve lhe disponibilizar ferramentas avançadas, caso seja do seu interesse (como plataformas de análise gráfica e de negociação automatizada).

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